O Show de Truman: O Show da Vida



Data de lançamento : 30 de outubro de 1998 
Duração: 1h43min
Direção: Peter Weir
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Natascha McElhone 
Gêneros: Drama, Comédia , Ficção científica
Nacionalidade: Eua

Já imaginou se o mundo em que você vive fosse um mundo falso? E aquela velha coisa de que somos marionetes controladas por alguém? Pois é... Truman é assim, ele foi adotado e desde seu nascimento a sua vida é um reality show famoso em que ele é o único que não faz a menor ideia do que esta acontecendo.
( parece eu na vida)

A cidade em que Truman vive é o único local que ele conhece e, na verdade, é um ENORME estúdio de filmagens onde de cima o diretor dirige todas as câmeras e todos os movimentos de seus atores que trabalham nesse show ao vivo da vida. A mulher de Truman faz merchandise de diversos produtos domésticos que patrocinam o programa, os moradores agem estranhamente repetindo os mesmos passos diversas vezes ao dia e tudo é muito bem dirigido pelo ambicioso diretor que tem a ideia de privar a vida de Truman ao mundo exterior e o aprisionar em um mundo interno “perfeito”.

Temos três visões diferentes para acompanhar no mesmo filme, uma delas é a do diretor, que prioriza o seu trabalho com excelente qualidade de filmagem, outra é dos telespectadores que assistem diariamente a história de Truman durante anos, e a ultima é a visão de Truman,que vive sua vida normalmente até perceber que algo está completamente estranho.

Bem basicamente “o filme é uma crítica sobre a nossa realidade vigiada, será que realmente somos livres ou passamos a vida inteira sendo manipulados pela sociedade? Onde somos afetados diariamente pelas mercadologias que moldam a nossa maneira de agir e pensar, e nos prendem na artificialidade do sistema. Ou seja quando pensamos fora da caixa somos excluídos. Se não casamos não somos felizes, se não temos filho somos cobrados a ter. Sempre terão motivos para nos criticar e não importa o que fazemos. O filme nos faz pensar nisso, o que te faz feliz de verdade? Se precisamos da aprovação dos outros para nos sentir bem ou a felicidade é só sua e ninguém pode escolher o que é bom ou não pra você? Quem pensa que está distante do que a obra mostra está enganado. Nossa sociedade é moldada pela mídia através da espetacularização do cotidiano que se mantém industrializando a cultura e consequentemente o ser humano nos fazendo reproduzir costumes e conceitos. Dentre as diversas perguntas que o filme apresenta ao espectador a principal mensagem que a obra do diretor Peter Weir, nos faz refletir é “até onde vai o nosso direito de escolha?” ( na pagina do Adoro Cinema)


Stephani Santoro

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